Comecei pela Lower Town, a zona mais antiga da cidade, na Place Royale. Foi aqui, neste lugar, que os primeiros colonizadores se instalaram em 1611, quando Champlain fundou a cidade do Québec. Nesta praça encontramos a Église Notre Dame des Vitoires, a mais antiga igreja em pedra da província, exactamente no mesmo lugar onde Champlain construiu, em 1608, a sua 'habitação'. A maior parte dos edifícios nesta zona remontam ao século XVII e XVIII.
A Rue du Petit Champlain, conhecida por ser a mais estreita em toda a América do Norte (?), está repleta de pequenas lojas que fazem as maravilhas dos aficionados das compras. Cada loja prima pela decoração da sua montra, proporcionando um fantástico colorido.
Subi à Upper Town pelas escadas ao lado do funicular até ao Terrasse Dufferin, onde Samuel Champlain se encontra imortalizado numa estátua em bronze. Assim que chegamos ao Terrasse deparamo-nos com o Château Frontenac, construído em 1892 para albergar os passageiros do Canadian Pacific Railway.
Está demasiado frio e a fome aperta... uma paragem logística no Aux Anciens Canadiens, na Rue St. Louis, um restaurante tipicamente québécois, para descansar e retemperar forças (e calor!) com uma Québec meat pie... Recomenda-se!
Subo a rua até passar a Porte St. Louis que dá acesso ao Parc de l'Esplanade onde se encontra o edíficio da Assemblée Nationale du Québec. Do outro lado da rua avista-se o Parc des Champs de Bataille... a 'experiência mais gelada' desta visita! Decido voltar para trás, os pés enterram-se na neve e o vento é gelado!Frio!! Muito frio... esqueçam tudo o que já experimentaram anteriormente no que diz respeito a baixas temperaturas, aqui faz mesmo muito frio! Marcava -8ºC, mas se contarmos com o vento que teimava em soprar era como se estivessem uns 'simpáticos' -15ºC. Portanto, uma temperatura 'agradável' para se passear pela cidade.
Volto para trás e no caminho deparo com uma 'curiosidade' que não encontro referênciada nos guias turísticos... uma bala de canhão incrustada na base de uma árvore perto do Hôtel Le Clois St. Louis! Será que há assim tantas que nem uma placa pequenina a chamar a atenção aos turistas desprevenidos?
Procuro o Hôtel de Ville (mas alguém é capaz de me explicar porque razão chamam ao edifício da Câmara de Hotel?). Mais uma vez tudo em obras... recuso-me a fotografar andaimes! Começa a ficar tarde e o sol já não aquece... decido terminar a minha visita à cidade do Québec e voltar para Montréal. Ainda me restam três horas de viagem.
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